Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro

 

 


 

Mutirão ortopédico bate recorde de cirurgias eletivas

Sexto fim de semana do projeto registrou 78 cirurgias, totalizando 393 procedimentos


03/07/2018 16:14:00


O mutirão de cirurgias ortopédicas, lançado pelo prefeito Marcelo Crivella na primeira semana de janeiro, segue batendo recorde: neste fim de semana, foram 78 procedimentos eletivos realizados nos hospitais da rede municipal de Saúde. No total, já foram operadas 393 pessoas, resultado que só foi possível a partir do investimento de cerca de R$ 130 mil para pagamento das equipes que trabalham nos fins de semana.
 
 
As 78 cirurgias da sexta etapa fez com que a rede hospitalar superasse a meta em 56%, motivo para ser celebrado, de acordo com a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch.
 
 
- O mutirão é uma demonstração do potencial de atendimento da rede municipal de Saúde.  Durante seu curto período de ação, o mutirão, além de abreviar o tempo de internação de pacientes, gerou também impacto nos serviços de ortopedia que, reorganizados, ampliaram a sua resolução cirúrgica.
 
 
Lourenço Moreira da Silva, operado na quinta etapa do mutirão no Hospital Municipal Miguel Couto, chegou à unidade na segunda-feira, 28 de janeiro, com o calcanhar fraturado e passou pelo procedimento no dia 2 de fevereiro. 
 
 
- Cheguei na unidade e logo fiz todos os exames necessários. A rapidez do atendimento e da realização da cirurgia superou todas as minhas expectativas. Só tenho a agradecer a cada um da equipe - contou o paciente.
 
 
 
O mutirão é realizado nos seguintes hospitais municipais: Salgado Filho, Miguel Couto, Souza Aguiar, Lourenço Jorge, Evandro Freire, Pedro II, Albert Schweitzer e Rocha Faria. As fraturas abordadas durante a ação são as fechadas e de extremidades (pernas/pés e braços/mãos). Pacientes com esses quadros normalmente passam alguns períodos internados. Por não serem casos de urgência, muitas vezes eles têm a cirurgia desmarcada, devido à chegada de um trauma mais grave, que precisa ser levado imediatamente à sala de operação, sob risco de morte da vítima.
 
 
Nesta época do ano, o número de pacientes que buscam os hospitais com fraturas sobe de 15% a 20%, por causa do aumento de acidentes. Com isso, casos eletivos, aqueles menos graves e que não precisam ser operados de emergência, acabam aguardando um pouco mais pelo procedimento, já que a prioridade será sempre para os casos graves e com risco de morte do paciente.
 
 
A grande quantidade de pessoas à espera de cirurgia é reflexo da crise financeira que ocorre no Estado. O Rio perdeu uma grande quantidade de vagas de emprego, e muitos trabalhadores ficaram sem plano de saúde, passando a recorrer à rede municipal de saúde. Também é comum pessoas de municípios vizinhos, especialmente da Baixada Fluminense, buscarem atendimento na rede da Prefeitura, que continuará de portas abertas para a população.



Serviços Serviços